sexta-feira, 14 de março de 2008

Sabe aqueles dias em q você está tão feliz que nada, mas nada mesmo tira sua alegria?!Pois é... hoje eu me encontro nesse dia!Mesmo depois de tomar uma chuva enorme e 3 pisões no meu dedão eu ainda estou feliz!Mas também como não ficar feliz com 5 bolinhas peludas aqui em casa?!Sim sim nasceram finalmente os filhotinhos da minha querida madona (pros mais desinformados esse é o nome da minha cachorrinha)
Bom não tenho muito o q dizer no momento então vou postar um texto meu...espero que gostem!
=*


O tempo voa

Acordou escovou os dentes ainda com a visão embaçada sem reparar muito na aparência. Arrastou os chinelos até o guarda-roupa e colocou a velha bermuda de corrida.A mulher ainda dormia aninhada aos cobertores. Beijou-lhe a testa e saiu.Os primeiros dois quarteirões de corrida foram tranqüilos, apesar de ter que concordar que o sol lhe causava uma certa irritação aos olhos.Já no terceiro quarteirão começou a bufar, e sentir as pernas fraquejarem as vezes. Vez ou outra via alguns adolescentes ultrapassarem ele, logo ele q se gabava de sua agilidade.Não chegando nem a metade do caminho, quase sem conseguir mais andar, resolveu pegar um ônibus e finalmente voltar para casa.Sentou-se na sombra do ponto sentido uma terrível dor no ciático. Não demorou muito o ônibus chegou, porém ao tentar subir viu q o degrau lhe parecia mais alto do que da ultima vez. Fez uma força e subiu com dificuldade, ainda sentindo as pernas fracas da caminhada.No percurso ficou a pensar se nunca teria reparado no degrau ou se realmente ele estava maior.Chegou em casa passou pela mulher e reparou como estava encurvada.Disse-lhe para endireitar a coluna pois isso lhe fazia parecer velha. A mulher apenas riu. Entrou no chuveiro achando ele um tanto quanto gelado. Ficou ali uns instantes tentando encontrar a temperatura ideal.Saiu se arrumou as pressas, pegou a maleta e foi para o trabalho. O dia no trabalho parecia não ter mais fim. E ele não conseguia entender por que é que a empresa cismava em reduzir cada vez mais as letras dos documentos, crendo q seria apenas uma economia boba de papel.Finalmente a noite caiu. Recolheu a papelada e voltou pra casa reclamando da dor no ciático q começara a sentir pela manhã.Em casa a mulher preparava o jantar. Anunciou a ela sua chegada. Guardou a maleta, que a essa altura do dia lhe parecia um tanto quanto pesada e foi ver tv.Na hora do jantar desligou a tv e, sentindo um tremendo tranco na coluna, levantou-se e caminhou até a sala. A mesa parecia muito vazia apenas com ele e sua mulher.Orou e agradeceu. Jantou sem dizer muita coisa. Levantou-se cansado e foi para o banheiro escovar os dentes. Quando chegou lá de frente ao espelho, se deparou com uma coisa que o fez gritar. Seu corpo estremeceu e as pernas bambearam. Segurou na bancada da pia e aproximou o rosto do espelho para poder ver melhor. Ele não podia acreditar. Não tinha mais duvidas. Era isso mesmo que ele via. De súbito respirou fundo e gritou:
- Amor! Eu fiquei velho!

2 comentários:

Mαгiпα ⋆ Bαessα disse...

Ô Bia, 8-) esse seu texto me fez parecer tão velha, sabia? (?)
Eu me sinto assim, não consigo correr um quarteirão não. O.O
Mel dels. 8-) E qual o nome dos cachorrinhos? Pode colocar o nome do todo preto de Marina se for fêmea? 8-)

Te amo!

Zzr disse...

que lindo Bia \o você faz crônica muito bem, viu ? quero ler mais ^^

ahhh, parabéns aos cachorinhos... e eu devo ter problemas com a visão mesmo...rs.

te amo minha eu loira :)

 
©2007 '' Por Elke di Barros
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